2 de jun de 2014
Quero começar este post apenas deixando claro que não sou médica, nem profissional qualificada para falar em termos técnicos. Não estou capacitada a dar informações de técnicas, ou indicar melhores opções ou indicações de cirurgia ou não. Vou apenas contar um pouco da minha experiência e de como foi minha caminhada até chegar na cirurgia bariátrica.
Em agosto de 2011, eu cheguei a pesar 187 quilos, quando comecei a ter problemas de taquicardias além de pressão arterial elevada, tonturas, falta de ar, entre outros problemas. Foi quando após ter uma crise forte de taquicardia a ponto de não conseguir respirar, que procurei um cardiologista. Na consulta fiz alguns exames e saí direto do consultório para o hospital. Estava com pressão muito alta, veias entupidas e correndo sério risco de infarte. Fiquei longos 12 dias internada. Tomando medicação forte, e controlando alimentação. Saí de lá, tomando 6 qualidades de medicação. Apesar de estar medicada e orientada pelo profissional que me acompanhava eu não conseguia ver melhoras em meu quadro. Minhas noites estavam sendo insuportáveis e meu marido me acordava várias vezes a noite, por que eu parava de respirar. E ele tinha medo que eu morresse. Então resolvemos procurar outro cardiologista. Que além de toda medicação que eu já tomava acrescentou mais remédios, agora então, estava com depressão. Totalizando 13 qualidades de remédios. E meu estado cada dia pior, as palpitações, falta de ar e pressão arterial continuavam alteradas. Tinha dias melhores outros não. Só que passei a simplesmente passar meus dias dormindo, dormia vendo TV, dormia trabalhando, dormia conversando. EU passava os dias dopada. E isso não era vida. Em dezembro de 2011, em casa, comecei a sentir meu rosto adormecer, muita dor de cabeça, e minha língua travar, chamei meu marido desesperadamente que estava trabalhando, e quando ele chegou eu já não conseguia mais falar. Chegamos no hospital, e depois de passar por alguns exames superficiais, a neurologista de plantão nos informou que eu havia tido um AVC transitório ( acidente vascular cerebral transitório), porém não teria como especificar o grau do problema, pois a máquina especial para o exame não suportaria o meu peso, eu quebraria a máquina. Eu senti tanta vergonha naquele momento, que chorei naquele instante, em frente a médica, me senti humilhada e um bicho. Mas como, o caso era de cuidados eu precisaria passar a noite no hospital. Como eu havia melhorado e estava sendo monitorada pedi para meu marido ir para casa, dormir e descansar que eu ficaria bem. Naquela noite eu passei mal, e ao tentar apertar a campainha para chamar alguém eu me virei tanto da cama que quebrei a cama do hospital. É, eu quebrei a cama de ferro do hospital. Foi o momento mais constrangedor e humilhante da minha vida. A vida do obeso é humilhante, os olhares das pessoas, a qualidade de vida que te oferecem, lugares que não são adequados a obesos, comentários, entre outras coisas que só nós que fomos ou somos gordos é que sabemos.Mas quebrar a cama do hospital foi a pior experiência da minha vida. Eu lembro que cai da cama e sentada ao chão eu chorei, e muito. No dia seguinte, a médica veio e me liberou deixando mais 4 medicações e uma indicação para um neurologista que pudesse investigar quais as extensões do avc. Eu entrei no carro e meu marido disse, qual médico vamos consultar. Eu disse, eu cansei, cansei de procurar soluções paliativas quero ir na raiz do problema. No mesmo dia marquei uma consulta para o dia 26 de janeiro, com o doutor Leandro Avany Nunes, de Criciúma, médico especialista em cirurgia bariátrica. Passei o final de ano em família, e como sempre, comi, bebi. E vivenciava cada minuto como se fosse último. Em janeiro eu já não conseguia mais andar, nem cuidar de minha higiene pessoal. Meu marido, meu anjo cuidou de mim como só um homem que ama de verdade poderia fazer. Ele fazia comida, me dava banhos, limpava a casa, e ia trabalhar. Deixava toda comida pronta ao lado da cama para mim, e foi meu suporte, meu amigo, meu anjo! Eu sentia muitas dores no corpo, dificuldade de respirar, e acordava varias vezes a noite sufocada, como se fosse morrer sem ar. No dia 26 de janeiro de 2011 eu subi as escadas do consultório da clinica Mova empurrada pelo meu marido e cheguei lá quase morrendo sem conseguir respirar. Entrei no consultório com toda a esperança de querer viver em mãos. Eu segurava naquele momento a esperança e a fé de que a partir dali eu conseguiria então mudar minha vida.Não via mais sentido para continuar vivendo daquela maneira. Meu médico deixou muito claro que eu teria de 3 a 5 anos de vida apenas, se não fizesse algo. Ele me disse que eu estava morrendo, e morreria logo, mas que a cirurgia era um risco enorme que eu correria pois estava pesando 196 quilos. Sim eu havia engordado 20 quilos mesmo depois de ter tido problemas no coração. Ele deixou claro que eu seria a mulher mais obesa que ele operaria, e que eu tinha apenas 30% de chance de sair viva da mesa de cirurgia, mas que seria a unica chance que eu teria, e que não iria mandar eu emagrecer por que eu não iria conseguir, e não tinha mais tempo Foi então que eu decidi operar.......CONTINUA.....

1 comentários:

●๋• мιℓℓιηнα●๋• disse...

Nossa Louise, que história de vida!!! Estou doida pela continuação, sei q és uma vencedora mesmo antes de ter operado!!!

Se você não tem coragem não adianta ter vontade...

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